domingo, 25 de janeiro de 2009

Porta Aberta

Antes e ir dormir, lembrei de uma coisinha e resolvi voltar...
Sempre gostei muito de escrever...é acho que dá pra perceber e desde criança, participo de concursos de poesias e textos no colégio. Dentre um dos textos que escrevi, lembro-me de um que é bem lúdico, mas que vale a pena dividir com vocês. Segue abaixo agora um dos meus primeiros textos:

O lobo mau e os três porquinhos
Já era noite, estava cansado e queria ir embora.
Mas aquela ovelha tinha que chegar logo quando eu estava fechando o escritório?!
Droga!
Ela me disse que três porcos invadiram sua loja de lã e levaram tudo. Até seu repolho que acabara de comprar no supermercado.
Realmente, eu me comovi. Como é que um porco nojento invade a loja de uma ovelha e rouba seu repolho? Isto é um crime!
- Minha senhora, pode deixar que sua lã e seu repolho serão devolvidos.
- Obrigada, disse a ovelha. E perguntou:
- A propósito, moço. Qual é o seu nome?
- Meu nome é Mau. Detetive particular Lobo Mau.
Chegando em casa assisti ao vídeo do roubo que a ovelha me deu.
Os porcos são mesmouns nojentos, eles comeram cereal com iogurte na frente da câmera da loja e...boahhh!
Ah! É muita nojeira
Droga! Meu sofá está todo sujo de vômito. Eu vou matar esses porcos desgraçados.
No dia seguinte, comecei a investigação. Estava indo até o Hottop, uma loja de roupas bacanas. Eu vi que um dos porcos usava uma calça desta loja e a calça me parecia muito nova.
Entrei na loja e olha quem me atende: uma zebra. Odeio zebras.
Se não fosse por elas, o meu time teria ganho esta temporada.
- Sim?, disse a zebra e voltou a perguntar:
- Em que posso ajudá-lo?
- É que eu gostaria de comprar uma calça.
- De que tipo?
- Uma roxa e verde com bordado no zíper.
- No zíper?! Calças bordadas no zíper são para porcos.
- Comprarei para um porco amigo.
Tinha certeza que estava na pista e perguntei:
- Você sabe quem costuma comprar estas calças?
- Sim, respondeu a zebra. - São três porquinhos muito simpáticos, compram aqui com frequência.
Então, perguntei:
- Um deles é louro e tem o rabo cotó?
- Sim, como sabe?, perguntou a zebra.
- Ele é meu amigão. Estudamos juntos há dois anos, até que ele se mudou e não deixou seu endereço novo.
- Se o senhor quizer, eu lhe dou o endereço dele, disse a zebra.
- Seria ótimo reencontrar o...?
- Roypig Jr., disse a zebra completando a minha frase.
- Sim, o Roy. Isso mesmo, o Roy.
Saindo da loja, entrei no carro confiante de que estava perto.
Cheguei em sua casa. Uma palafita de madeira com dois pastores de guarda.
Não saí do carro, fiquei apenas observando a janela, até que ouvi um grande arroto vindo da casa.
Este foi o sinal para eu saber que ele estava lá!
Tirei minha arma e saí do carro.
Os dois idiotas estavam vindo na minha direção.
Foram dois tiros. Dois tiros na testa dos pastores.
O Roy ouviu os tiros e apareceu na janela. O problema não era o Roy na janela, era a arma automática que usava em sua mão.
Escondi-me atràs dos corpos dos pastores, enquanto o Roy mandava bala.
Mas, como de inteligência é feito o lobo, eu a usei. Prendi meu fôlego, o mais que um lobo pode prender e assoprei sobre os pés da palafita.
A casinha caiu e junto a ela o porco.
Fui andando lentamente até os destroços e lá estava ele, o Roy.
Ele estava nas últimas. Pois uma farpa entrara em seu pescoço.
Tirei lentamente a farpa e disse:
- Onde moram seus comparsas?
Murmurando, o porco respondeu:
- Nunca te direi.
Coloquei a arma em seu focinho, repeti a pergunta.
E ele novamente me respondeu:
- Pode me matar, já estou indo mesmo.
Droga! O porco tem razão. Virei as costas a ele e fui andando para o carro.
- Espere!, gritou o porco com suas últimas forças. - Me faça um último desejo?
- Talvez...
- Esntregue estes repolhos a meu irmão, o Pó.
- Quem é esse cara?
- Meu comparsa. Aí está o endereço dele.
Entrei no carro, certo de que já estava no papo. Seu apartamento era num bairro chique do estado. Estacionei na entrada do prédio. Era o 13° andar.
- Vai aonde?
- Ao apartamento do Pó, levar estes repolhos.
- Espere que vou avisar a ele, disse o porteiro.
- Não! A gata dele disse que é surpresa
- Tudo bem, pode subir.
Bati na porta e alguém me pergunta:
- Que é?
- Encomenda para o Sr. Pó.
- De quem?
- Do Roy.
- Espere um instante
Tirei minha arma.
Quando abriram a porta, haviam uns 15 capangas com armas apontando para mim. E um porco bem vestido saiu de trás deles e disse:
- Olá, assassino do meu irmão.
Já amarrado em umca cdeira, o porco me explicou que, se um dia Roy lhe mandasse repolho, é que o entregador era seu assassino.
O Pó colocou uma arma na minha cabeça e disse:
- Hasta la vista, baby!
- Não! Gritei. Tenho direito a um último desejo?
- Talvez...
- Gostaria de ver o senhor comer cereal com iogurte.
- Ora! Com o maior prazer. Respondeu o porco pegando a tigela de cereal e iogurte. Então começou a comer, comer e isso foi me dando enjôo até que...boahhh.
Comecei a vomitar, vomitar, vomitar...
Vomitei tanto, que todos que estavam no apartamento vomitaram também. Até que o apartamento não suportou tanto vômito e explodiu. Quando, por milagre, me soltei e me agarrei a uma agenda de endereços.
Minhas costelas foram para o espaço, após a queda do 13° andar.
Olhei para os lados e vi o Pó morto e cheio de vômito, mais à frente estava a agenda a qual me agarrei. Peguei a agenda que continha o endereço do terceiro porco, entrei no carro e fui para a casa.
Depois de estar de banho tomado, analiso a agenda.
Amanhã será o "Big Day", ou será o "Pig Day"?
Acordo de manhã e ponho o rabo na estrada. São três horas de viagem até o interior.
Chegando no bairro do porco, vi que a coisa seria da pesada.
Seu nome era All, ele era o chefão naquela cidade.
Haviam cartazes, outdoors para todos os lados.
Droga! O endereço está sujo de vômito. Como vou achar este cara?
Fico rodando com o carro pelo bairro até que, de repente, atropelo alguém.
Também era um porco. Pergunto seu nome e ele me diz em baixo tom de voz:
- Meu nome é All.
Deixo o cara no chão, entro no carro e acabo de matar o desgraçado.
Mais tarde no escritório, a ovelha me paga e devolvo seu repolho.
Acabou. O caso Pó, Roy, All está terminado.
Estava indo para casa, até que chega uma mulher chorando e me diz que sua filha, uma tal de Chapeuzinho Vermelho, está traficando tortas de maçã com sua avó que mora na floresta.
Essa história eu escrevi quando tinha 15 anos. Estava no segundo ano do colégio e o texto acabou entrando para o livro do mesmo, junto com mais 4 textos/poesias que fiz.
Nas próximas postagens, coloco para vocês.

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