domingo, 25 de janeiro de 2009

O antigo X O presente...prefiro o presente!!!


Desde 2001, trabalho em um hotel de categoria Superior na Praia da Costa, Vila Velha - ES. Entrei lá como Coordenador de Eventos, realizando vários tipos de eventos: desde corporativos, pequenas reuniões, seminários, congressos a eventos particulares, aniversários, coquetéis, casamentos, bodas entre outros. Nessa época era somente eu e uma estagiária, a minha primeira estagiária por sinal. O nome dela era Daniela, mas como já tínhamos várias Danieles, Danielas, no hotel, acabamos optando por um apelido para a menina. Sabemos que essa questão de apelido na maioria da vezes magoa a pessoa, então deixamos por conta dela escolher um e depois nos passar para que pudéssemos aplicar. Ela pensou, pensou e lebrou de uma gatinha que tinha na infância, quando ainda morava em Valadares. O nome dela era KIKA. Legal!!! K I K A... estava aí, criado um novo nome para a minha primeira estagiária. Eu e Kika, sofremos nesse primeiro ano. Estávamos lá para negociar com clientes, captar novos clientes, montar salas de eventos, zelar pelo departamento, negociar com fornecedores A&B, equipamentos, montagens diversas, entre outros e ainda, de vez em quando, tínhamos que limpar aquilo tudo. Quantas vezes, clientes chegavam na área de eventos e estava lá, EU como uma vassoura na mão ou as vezes até mesmo com uma bucha limpando as paredes do departamento...ufa!!! Era uma correria. Mas as pouquinhos, começamos a colocar o departamento em ordem e tudo foi se resolvendo. Porém o fluxo de eventos ia aumentando cada vez mais, sinal que o nosso trabalho começava a render bons frutos. Depois de mais de um ano juntos, a dupla Henrique e Kika se separa, pois ela como toda estudante que acaba de se formar, tem sonhos e quiz colocá-los em prática. Pegou um avião e foi estudar/trabalhar em portugal. Na época, fiquei meio que desesperado, pois pensava que nunca conseguiria uma outra estagiária como a Kika. Daí, durante um tempo, passaram várias...várias meninas, que foram muito importantes para mim e tenho certeza, também devo ter sido bastante inportante para elas. Até que chega, uma meninninha muito arrumada, melhor dizendo impecável...detalhe sou muito ligado em lance de moda e reparo em tudo, nos mínimos detalhes. Gostei logo de primeira. Começamos a conversar e ela foi se soltando cada vez mais. O nome dela é Viviane. Contratei sem pestanejar...fizemos sucesso...o departamento já estava solidificado, porém precisávamos inovar em algumas coisas. Era muito bom. Criávamos novas montágens de sala, dávamos pitacos nas formas de servir os coffee breaks, buffets, coquetéis, entre outros serviços que oferecíamos. Viviane era sem sombra de dúvidas, uma memina que me fazia ver nela uma puta profissonal. Por acaso, chego um dia no hotel e sou chamado à sala do na época meu Gerente Geral. Sentei-me, perante toda a chefia do empreendimento e fui dispensado dos serviços ali, sem mais nem menos...um minuto de total escuridão passou sobre mim...não entendia nada. Acabei de ser mandado embora do meu primeiro emprego. O que fazer? Não sabia, afinal de contas isso nunca havia acontecido comigo. Agradeci ao Gerente Geral e a Cia por terem me dado a oportunidade de estar presente com eles durante todo aquele tempo e acabei questionando o por que, uma vez que o hotel passava por uma fase extremamente crítica no mercado e o que estava "sustentando" o prédio eram os eventos. O setor estava em completa ascenção. Nossos resultados eram cada vez melhores, inclusive quando comparados com os demais hotéis da Grande Vitória. Mas tudo bem!!! Ergui minha cabeça, abracei cada colega meu de trabalho, liguei para os meus pais informando o que tinha acontecido, falei com a Viviane, que também não entendeu nada e caiu no choro, juntei minhas coisas, dei novamente um abraço na Vivi e ela me contou que também não tinha motivo para continuar. Ponto! Fui para casa, ainda sem entender nada, sentei com os meus pais que me deram força (e sempre me dão quando preciso) e esperei a vida passar durante uma semana...
Como sou uma pessoa que faço vários amigos, duas grandes amigas minhas, Monique e Danielle (que hoje por sinal é minha comadre - vocês ainda irão ouvir falar muito dela), foram de extrema importância nessa nova fase, principalemente a Monique. Todas duas também trabalharam no mesmo hotel que eu e já haviam sido dispensadas 6 meses antes de mim, por esse mesmo GG. Porém nessa época, olhem só como o mundo dá voltas...a Monique estava e ainda está como Gerente Geral de um hotel em Vitória. Liguei para ela e rapidamente consegui um emprego de recepcionista. Já havia sido recepcionista antes. Inclusive nessa mesma Rede, para onde agora a Monique me recontratou. Na época, fazia faculdade e entrei como estagiário. Aceitei o emprego, trabalhava em uma escala de 12X36 de 07:00 às 19:00. Lá fiz novos amigos, reencontrei alguns, mas fiquei apenas 1 mês, porque...novamente repito que o mundo dá voltas...o hotel que havia me mandado embora, me chama de volta, querendo entender o que havia acontecido. Como assim? Quem deveria fazer essa pergunta era eu...whatever!!! Voltei para o empreendimento, só que desta vez, aquela área que eu tinha estruturado, que deixei linda, dando lucro, pasmem...estava no vermelho. 1 mês, foi sufiente para que essa área ficasse no vermelho...não conseguia entender o que haviam feito com ela. O Gerente Geral foi mandado embora, a pessoa que ficou no meu lugar também e eu voltei, soberano e com força para colocar aquilo tudo no lugar.
Minha irmã, tinha acabado de ganhar o seu primeiro carro e resolvemos estreiá-lo, dando uma volta em Vitória e depois esticamos até a Barra do Jucu, onde estava acontecendo a fincada de mastro de São Benedito. É uma festa religiosa, que mistura o profano com o religioso e muitas pessoas seguem uma procissão que carrega um mastro ao som do Congo, rítmo característico essa região. Lá encontrei com um menino que havia trabalhado comigo, na época em que era estagiário e depois fui contratado em um outro hotel. Ele era menor aprendiz na época. O que é isso? meninos carentes, que estudam em escolas públicas e para que não seguissem um outro caminho, eram contratados pelo Grupo Salesiano, para prestarem serviços a empresas e ao mesmo tempo cobrados nos estudos. Só podiam fazer parte desse grupo, meninos com boas notas e que estivessem realmente estudando até completar 18 anos. Esse é o Fábio. Na época, já havia completado 18 e estava trabalhando como embalador de supermercados. Achei isso um desperdício, pois na época, pude perceber que ele tinha um potencial muito grande. Foi então que ele me pediu ajuda para lhe conseguir um emprego no hotel em que estava trabalhando. No outro dia, conversei com o meu novo Gerente Geral e no outro dia mesmo, lá estava Fabinho, com seu curriculo pronto para a entrevista do seu futuro novo emprego. Foi contratado. Que bom!!! Entrou no empreendimento como agente de serviços junior, cuidando das áreas comuns, limpando os banheiros do hotel, ajudando na arrumação dos apartamentos e procurando manter as áreas sempre limpas e arrumadas. O fluxo de eventos, voltou a aumentar e eu e o estagiário que estava comigo na época Allan Christian, precisávamos de ajuda na montagem das salas. Foi então que pedi ao GG que o Fabinho viesse para a área de eventos, sendo então agente júnior exclusivo do departamento. Fabinho montava as salas, cuidava da limpeza da área total de eventos. O contrato do estagiário terminou e aproveitei essa oportunidade para novamente conversar com o GG, mostrar que o Fábio tinha potencial para me auxiliar nas negociações, uma vez que sempre que ele terminava a parte dele, vinha aprender comigo o que era uma negociação de eventos, o perfil dos nossos clientes, etc...
O GG da época até aprovou, porém disse que ele deveria cursar ou estar cursando uma faculdade. Conversei com Fabinho, expus a situação e ele me disse que não tinha condições de fazer uma faculdade naquela época, mesmo porque, ajudava a família em casa com o salário que ganhava. Vejam só...o cara já tava preparado, porém a vida não lhe dava a oportunidade de estudar exatamente por falta de $$$. Como tenho muitos amigos, como disse anteriormente, liguei para uma grande amiga minha, a Simone, cujo pai é sócio de uma das maiores faculdades particulares de Vila Velha, falei o que estava acontecendo e que o Fabinho, que considero como meu filho, precisava entrar numa faculdade para poder crescer e trabalhar comigo. Só com essa conversa, consegui para o Fabinho, um desconto de 75% de desconto na mensalidade, porém ele deveria prestar o vestibular, se passasse, o desconto seria seu. E não é que o pentelho passou...rsrsrsrsrs...Pronto, estava aí, Fábio Moraes como meu auxiliar em eventos. Trabalhando igual a mim, só que cuidando também da parte operacional. Ele não limpava mais e sim coordenava os trabalhos de limpeza, montava as salas e cuidava de toda a parte que refería-se a fornecedores.
Fui promovido então a Supervisor de Eventos, focando mais a área de vendas. Ficava muito na rua com a então Executiva de Contas Danielle Amorim (aquela que falei lá em cima que hoje é minha comadre), pois é, ela também voltou pro hotel e conseguiu modificar aquele quadro horroroso ao qual o hotel estava, deixando então como ele deveria estar posicionado no mercado. Imponente e como melhor empreendimento da região. A área de eventos/vendas estava um sucesso, dando resultados positivos, ou melhor dinheiro nos bolsos de cada investidor do empreendimento.
Mas como na hotelaria tudo muda a todo instante, a na época Supervisora de Recepção, Vanessa, pediu desligamento do hotel, ficando então a recepção sem uma chefia. Isso deu-se em uma sexta - feira na parte da tarde, quase final de expediente. Minha atual Gerente Geral, Antônia, me chamou até a sala da controladoria e disse-me que na segunda - feira (não consigo me esquecer disso) eu assumiria a Supervisão de Recepção, uma vez que o meu departamento estava redondo e que o Fábio estava pronto para me susceder. Tomei um susto!!! Eu na recepção? Meu Deus, o que eu iria fazer lá?
OK! A segunda - feira chegou, fui apresentado ao quadro de recepcionistas e mensageiros, que na época estava um pouco defasado, como o novo Supervisor de Recepção. A maioria deles me olhou meio que de lado, com carinhas de que não estavam nem um pouco satisfeitos com a minha ida para o departamento. Nova realidade, novos desafios e que desafios!!! Mas, como nunca tive medo de desafios, acabei tocando o barco. Minha prioridade naquele momento era, torná-los mais simpáticos, receptivos, o que eles não eram nem um pouco e fazer deles verdadeiros vendedores. Comecei aos pouquinhos, fui passando treinamento aqui, outro ali, até que consegui uma aliada, é porque foi assim que a vi no primeiro insante. Marizane. Uma menina nova, de 27 anos e que sempre havia sido recepcionista de hotel. Ela me ensinou muita coisa e conseguiu absorver muita coisa de mim também. as poucos a recepção começou a parecer comigo...Ufa!!! Mais uma vitória. Precisa agora fazê-los pensar como gestores e tornár-los vendedores.Apresentei alguns resultados, fiz dinâmicas, reuniões até que finalmente, os meus meninos estavam vendendo caro...Dizia apenas a eles para que não pensassem com os seus bolsos e sim com o bolso dos outros. E eles seguiram isso à risca. Troquei algumas pessoas, contratei outras e enfim, o quadro estava completo, bonito, extremamente recepcionável, simpático e pensantes. Missão cumprida!! Minha pasagem pela recepção já havia gerado bons frutos, a Marizane havia mudado o seu perfil, os demais integrantes também e já não tinha mais o que fazer por ali.
Sou uma pessoa que gosta muito de criar. Preciso expor minhas idéias, torná-las reais e a recepção é o departamento onde você recebe as ordens e operacionaliza aquilo ali. Já não dava mais pra mim. Comecei a ficar desmotivado e tinha uma preocupação muito grande que era de desmotivar o restante da equipe, uma vez que acho que o departamento é a cara do gestor.
Minha Gerente Geral, a Antônia (depois, em uma outra postagem falarei um pouco mais dela e do seu marido o Claudinho), era contra. Achava que a recepção estava indo muito bem, estávamos sendo bem elogiados, ganhando prêmios que sequer haviamos ganho em quase 7 anos e operação e que eu deveria continuar por ali.
Até que...a Danielle Amorim, Gerente de Contas do Hotel, recebe uma proposta muuuuuuiiitooo interessante, não de um hotel concorrente, mas de um outro segmento de mercado e resolve se desligar do empreendimento. Loucura total no Castelo de Antônia. O hotel não poderia ficar sem uma pessoa responsável por vendas. Quem colocaria a cara no mercado e apresentaria o hotel para nossos clientes e futuros clientes? Quem manteria as contas que temos? Quem captaria novas contas? Foi feita uma reunião entre a Dani, Antônia e o Renato Carvalho (Gerente Regional de Vendas) por telefone, uma espécie de conference call. A Dani citou o nome de uma pessoa que pudesse substituí-la e imediatamente o Renato sugeriu o meu. A Dani concordou na mesma hora, dizendo que eu estava insatisfeito de continuar na recepção e daí novamente, fui chamado para conversar. Agora, devendo assumir a área de vendas como Executivo de Contas do hotel, porém em um período de experiência de 3 meses. O Renato veio ao Estado, ficamos duas semanas juntos em treinamento e depois saímos para o mercado, para ele observar como eu me sairia perante aos clientes.
Bem...ele teve uma conversa com a GG Antônia, a qual não participei e só tive uma resposta. Não volto para a recepção e assumo de vez como Executivo de Contas. Agora, sabe quanto tempo demorou isso, apenas 1 mês. Não passarei mais pela experiência de 3 meses...Só me resta agora, fazer juz a confiança que depositaram em mim, vender cada vez mais não só o meu hotel, mas também toda a rede e continuar o trabalho que modestia a parte sempre fiz muito bem, motivar a nova equipe que trabalhará comigo.
Essa é minha história profissional....breve breve, terei mais novidades e postarei TUDINHO!!!

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